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A arte em vitrina PDF Versão para impressão E-mail
Terça, 11 Outubro 2011 18:18


 

 

“Arte em Vitrina” é o tema da entrevista da revista Convergence a Myrna Renaud directora artística da Companhia En Situ Danza, a propósito da Instalação de Dança em Vitrina. 

Uma vitrina é um espaço de encenação, onde se cria o cenário que passa a ser o habitat de um novo produto, aproximando-o dos consumidores e atraindo-os para o interior da loja. Estudos indicam que a montra é responsável por 70% das vendas. Para atrair o olhar de um transeunte, a vitrina precisa de ser atraente, para captar a sua atenção, sugerindo um modo de vida, um uso diferenciado de um produto ou mesmo uma nova maneira de ver um produto usual. Cor e luz são também factores potenciadores e geradores de estados de espírito então, o que dizer do movimento? De vitrinas, animadas por dança, falámos com Myrna Renaud, bailarina e coreógrafa porto-riquenha que leva já, 37 anos de trabalho ininterrupto na dança, nas disciplinas de dança moderna, contemporânea, experimental, afro caribenha e, também, em várias modalidades de consciência corporal e teatro experimental.

Porquê o espaço de uma vitrina?       

Porque em 1990, o que começou como uma acção cívica e uma alternativa aos altos custos de produção das salas convencionais, converteu-se numa estética. Os parâmetros de produção artística são inovadores e estão em constante metamorfose e, a instalação de dança em vitrina serve para reunir um público diverso: os transeuntes e os convocados. Este modo de apresentação apela aos empresários pela sua estratégia criativa, de marketing. A concentração de espectadores em um ponto defronte à vitrina atrai mais público. Uma boa publicidade, como rádio, TV, imprensa, postais, cartazes, internet, expõe o produto, mesmo a quem não assista ao espectáculo. Inclusive, o comércio pode estar aberto ao público durante todo o tempo em que decorre a apresentação.

Onde já apresentou esta instalação?

Por exemplo, a Pueblo to People Inc. em Houston no Texas, foi a empresa que patrocinou e apresentou as três primeiras instalações de dança em vitrina. A Pueblo to People é uma importadora de produtos artesanais sul-americanos, cujas vendas são realizadas por catálogo. O armazém e os escritórios estavam num espaço industrial e a loja numa zona comercial. A vitrina tinha uma visibilidade ampla às áreas pedonais, parques de estacionamento e rua. O teste da primeira edição, independentemente do conteúdo coreográfico, pautou um parâmetro técnico e de marketing para a especificidade desse sítio e para as edições seguintes: a peça, de curta duração, apresentou-se quatro vezes por dia, durante o período das horas de trabalho com maior fluxo de clientes. Toda a informação pertinente, foi colocada na vitrina uma semana antes do espectáculo e, como não houve necessidade de iluminação especial, prestou-se mais atenção à música e à optimização do sistema de som.

A variedade de usos e dimensões onde já instalou a sua obra é virtualmente interminável. Em que se baseia o seu critério de selecção?

Normalmente baseia-se em pontos como a localização com valor histórico, cívico, artístico e social e, quando possível em locais com bastante tráfego pedestre, estética e condições do interior e empatia e entusiasmo do empresário apresentador. Este foi o caso de salões de beleza, floristas, galerias de arte, lojas de equipamento para artistas, armazéns, lojas de lingerie, ateliês de desenho, lojas de roupa, stands de automóveis e centros culturais, entre outros.

 A sua mais recente instalação de vitrina realizou-se já em Lisboa?

Sim, intitulou-se Edicion #20 e foi realizada em Lisboa a 6 de Janeiro deste ano. O título aludiu aos vinte anos de produção neste meio e foi apresentada na vitrina da Academia Danças do Mundo. Esse espaço oferece a condição, óptima, de um piso de madeira, superfície ideal para a dança. Retomou-se o uso do mural publicitário na vitrina. Toda acção no interior era acompanhada no exterior por música ao vivo improvisada, desenvolvendo-se assim uma interacção dinâmica entre instrumentista, bailarinos e público, convertendo o observador no observado. O exterior do edifício, sob a forma de arcada, ofereceu abrigo aos assistentes, de uma tormenta que se fazia sentir e teve o efeito de despertar curiosidade e conduzir mais pessoas ao evento.

Qual a proposta para esta temporada?

Las Suaves Danzas é a peça que se propõe para esta temporada. Foi coreografada e instalada em 2002 na vitrina de Diseño Isleño, uma loja galeria, de móveis contemporâneos em San Juan de Puerto Rico.

Quais as características necessárias da vitrina, para esta instalação?  

As dimensões necessárias são de 8 a 9 metros de largura por 2 m de profundidade e, pelo menos de 3,50 m de altura. É uma peça para ambiente nocturno e a iluminação teatral consta de uma rua em cada extremo com um lykos ou fresnel. A peça dura 17 minutos e propõe-se três passadas diárias, intervaladas por hora e meia. Estará pronta para entrar em produção a 3 de Novembro.


 

 

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