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Portugueses afirmam sentir-se menos seguros na via pública PDF Versão para impressão E-mail
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Quarta, 03 Março 2010 11:09


Decorreu ontem no VIP Grand Hotel & Spa em Lisboa, a Conferência de lançamento da 4ª Edição do Barómetro "Segurança, Protecção de Dados e Privacidade em Portugal”, um estudo patrocinado pela ADT Fire & Security, especialista europeu de soluções de segurança electrónica e protecção contra incêndio, tendo o estudo sido desenvolvido pela consultora PremiValor Consulting e envolvido a realização de 826 questionários no período que decorreu entre 15 de Novembro e 23 de Dezembro de 2009, na área da Grande Lisboa, Grande Porto, Algarve (Cidade de Faro) e Viseu. Intervenientes no Debate, moderado pela jornalista Sandra Felgueiras, além dos responsáveis da ADT e da PremiValor Consulting, o Professor Paulo Machado, Director Geral da DGAI; O Arquitecto Vitor Campos, Director Geral da DGOTDU e o Professor José Manuel Anes, Presidente da Oscot.

Este estudo revelou que, mais de metade dos portugueses, acreditam que a sua segurança piorou nos últimos 12 meses. As previsões para os próximos 12 meses também não são optimistas, com 65,7% dos inquiridos a afirmar que a segurança vai piorar ou piorar bastante. Esta tendência mantém-se desde 2006, quando a primeira edição deste Barómetro foi realizado. Os principais destaques dos dados revelam que:

47,4% dos portugueses consideram que as ruas são o local, dos quais frequentam diariamente, onde se sentem menos seguros, o que representa um aumento de 11,5% face a 2008;

Aproximadamente 8 em cada 10 portugueses abdicaria de parte da sua privacidade em função da instalação de videovigilância nas ruas para fornecer uma maior sensação de segurança;

Pela primeira vez, os portugueses consideram o aumento do número de efectivos das Forças de Segurança (49,1%) a melhor forma de melhorar o clima de segurança em Portugal, enquanto a melhoria das condições socioeconómicas passa a ser a terceira acção apontada (45,6%);

Os factores que contribuem para o sentimento geral de insegurança, de acordo com a análise dos dados, são o desemprego (58,9%), a imigração (45,1%) e as novas formas de criminalidade (38,3%), enquanto os comportamentos anti-sociais afectam o sentimento de segurança de 54,4% dos entrevistados.

40,8% dos inquiridos continuam a considerar Portugal um país seguro, embora esta percentagem tenha vindo a diminuir desde 2007. Relativamente à cidade de residência, 42,8% sentem-se pouco seguros, com a área da Grande Lisboa (45,2%) e Viseu (44,2%) consideradas as zonas mais inseguras.

Quanto à segurança em espaços exteriores, os portugueses indicam os seguintes locais como aqueles onde se sentem menos seguros:

Via pública (47,4%);

Transportes e locais de acesso (13,6%);

Parques de estacionamento (11,7%).

Por oposição, os hospitais e centros de saúde (74,1%), os hotéis (64,8%) e os aeroportos (62,4%) são considerados seguros ou muito seguros pelos inquiridos. 67,5% sentem-se mais seguros ou bastante mais seguros nas suas habitações do que em locais exteriores a elas.

36,0% dos respondentes já foram vítimas de algum crime ou acto ilícito e  65,6% denunciaram-no às autoridades competentes. Para melhorar o clima de segurança no país, 49,1% dos inquiridos indicam o aumento do número de efectivos das forças de segurança, 46,5% indicam a introdução/aplicação de leis mais rígidas e 45,6% a melhoria das condições socioeconómicas. A melhoria da formação das forças de segurança e dos vigilantes, bem como a melhoria da qualidade da educação nos estabelecimentos de ensino passaram por um crescimento significativo de 2008 para 2009. A instalação de sistemas de segurança electrónica como videovigilância também cresceu em 2009, até mais 16% face a 2008.

Oito em cada 10 portugueses indicam os equipamentos de videovigilância enquanto auxiliadores da actividade da Forças de Segurança e 51,8% dos inquiridos sentir-se-iam mais seguros na presença de um sistema destes e não o consideram uma invasão de privacidade (75,1%), sendo esta uma percepção que tem vindo a crescer de um ano para o outro.

Os locais mais destacados pelos inquiridos para a implementação de sistemas de videovigilância são os parques de estacionamento, a via pública e as dependências bancárias e caixas multibanco, de forma a aumentar a segurança e prevenir actos ilícitos.

77,4% dos respondentes abdicariam da sua privacidade em função da instalação de videovigilância nas ruas para um maior sentimento de segurança. 8 em cada 10 portugueses sentem maior receio na via pública à noite. 

Os inquiridos exigiriam o seguinte para se sentirem mais confiantes em relação às imagens captadas por um sistema de videovigilância:

Garantia de que não existe a possibilidade de manipulação/adulteração das mesmas (87,7%);

Garantia de que as imagens não são usadas para outro fim (81,7%)

Segurança do local onde as imagens são guardadas/armazenadas (74,9%).

Cerca de 59,3% dos inquiridos afirmam que denunciam qualquer comportamento ilícito ou criminoso que testemunhem, 42,8% estabelece contacto próximo com vizinhos e 35,1% denunciam comportamentos anti-sociais, de forma a aumentar o sentimento de segurança nos seus bairros. O Barómetro “Segurança, Protecção de Dados e Privacidade em Portugal” revela ainda que 58,9% da população desconhece a existência da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), que tem como objectivo tutelar a protecção de dados pessoais.


 

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