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Resposta da Google à decisão da Comissão Europeia PDF Versão para impressão E-mail
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Quinta, 19 Julho 2018 11:38

Em relação à multa que a União Europeia pretende aplicar à Google, passamos a transcrever a reacção da Google, divulgada no seu blog oficial e assinada pelo seu CEO, Sundar Pichai.

O Android criou mais escolha, não menos

Se compra um smartphone Android, está a escolher uma das duas plataformas mobile mais populares do mundo - aquela que fez mais para expandir a escolha de telemóveis disponíveis em todo o mundo.

Hoje, a Comissão Europeia anunciou uma decisão sobre concorrência contra o Android e contra o seu modelo de negócio. A decisão ignora o facto que o Android concorre com os telemóveis iOS, algo que 89% dos entrevistados do estudo de mercado da própria Comissão confirmaram. A decisão também interpreta mal a amplitude de escolha que o Android proporciona aos milhares de fabricantes de telefones e de operadores de redes móveis que produzem e vendem dispositivos Android; aos milhões de programadores de aplicações de todo o mundo que criaram os seus negócios com o Android e aos milhares de milhões de consumidores que, actualmente, podem pagar e utilizar smartphones Android com tecnologia de ponta.

Hoje, e por causa do Android, tem uma escolha de entre 24 mil equipamentos, com todo o tipo de preços, de mais de 1.300 marcas diferentes, incluindo fabricantes de telemóveis Holandeses, Finlandeses, Franceses, Alemães, Húngaros, Italianos, Letões, Polacos, Romenos, Espanhóis e Suecos.

Os telefones produzidos por estas empresas são todos diferentes mas todos têm uma coisa em comum - a capacidade de correrem as mesmas aplicações. Isto é possível graças a regras simples que garantem uma compatibilidade técnica, independentemente do tamanho ou forma do dispositivo. Nenhum fabricante de telemóveis é sequer obrigado a aceitar estas regras - eles podem usar e modificar o Android de qualquer forma que queiram, tal como a Amazon fez com os seus Fire tablets e Fire TV sticks.

Para terem sucesso, as plataformas em código aberto precisam de equilibrar meticulosamente as necessidades de todos os que as usam. A história mostra que sem regras de compatibilidade base, as plataformas em código aberto fragmentam-se o que prejudica os utilizadores, programadores e os fabricantes de telemóveis. As regras de compatibilidade do Android evitam isto e ajudam a manter uma proposta atractiva de longo prazo para todos.

Criando flexibilidade, escolha e oportunidades

Hoje, por causa do Android, um telefone típico vem pré-carregado com cerca de 40 aplicações de vários programadores, não apenas da empresa a quem comprou o telefone. Se preferir outras aplicações - ou navegadores de internet ou motores de pesquisa - às que foram pré-instaladas poderá desactivá-las ou excluí-las facilmente e escolher outras aplicações, incluindo as aplicações desenvolvidas por alguns dos 1,6 milhões de europeus que ganham a vida como programadores de aplicações.

De facto, um utilizador típico de um telefone Android irá, ele próprio, instalar cerca de 50 aplicações. No ano passado, mais de 94 mil milhões de aplicações foram descarregadas globalmente na nossa loja de aplicações Play; navegadores de internet como o Opera Mini e Firefox foram descarregados mais de 100 milhões de vezes e o UC Browser foi descarregado mais de 500 milhões de vezes.

Esta situação contrasta com a realidade que existia nos anos 90 e do início de 2000 - na era da linha telefónica. Naquela altura, alterar as aplicações pré-instaladas no seu computador ou adicionar novas aplicações era tecnicamente difícil e levava muito tempo. A decisão da Comissão relativamente ao Android  ignora a nova amplitude de escolhas e as evidências claras sobre como as pessoas usam os seus telefones nos dias de hoje.

Uma plataforma criada para a era dos smartphones

Em 2007, escolhemos oferecer gratuitamente, o Android aos fabricantes de telefones e às operadores de rede móveis. É claro que há custos envolvidos no desenvolvimento do Android, e a Google investiu milhares de milhões de dólares na última década para tornar o Android na plataforma que é hoje. Este investimento faz sentido para nós porque podemos oferecer aos fabricantes de telemóveis a opção de pré-instalarem um conjunto de aplicações populares da Google (como a Pesquisa, o Chrome, o Play, os Mapas e o Gmail), das quais algumas geram receitas para nós e, todas ajudam a garantir que o telefone simplesmente funciona assim que sai da caixa.

Os fabricantes de telefones não têm de incluir os nossos serviços e são também livres de pré-instalarem aplicações concorrentes juntamente com as nossas. Isto significa que só obtemos receitas se as nossas aplicações forem instaladas e se as pessoas escolherem usar as nossas aplicações em detrimento das aplicações rivais.

Bom para os parceiros, bom para os consumidores

A distribuição gratuita da plataforma Android e do conjunto de aplicações da Google não é apenas eficiente para os fabricantes e para os operadores - é também um grande benefício para os programadores e consumidores. Se os fabricantes de telefones e as operadoras de redes móveis não pudessem incluir as nossas aplicações nas suas vastas gamas de dispositivos tal iria prejudicar o equilíbrio do ecossistema Android. Até ao momento, o modelo de negócio do Android significou que não tivemos que cobrar qualquer valor aos fabricantes pela nossa tecnologia nem depender de um modelo de distribuição controlado rigidamente.

Sempre afirmámos que com o tamanho vem a responsabilidade. Um ecossistema Android saudável e próspero é do interesse de todos e já mostrámos que estamos dispostos a fazer alterações. Contudo, estamos preocupados que a decisão de hoje vá prejudicar o equilíbrio cuidadoso que atingimos com o Android e que isso envie um sinal preocupante em prol dos sistemas proprietários face às plataformas abertas.

A inovação rápida, escolha alargada e queda dos preços são sinais clássicos de uma concorrência robusta sendo que o Android permitiu todos eles. A decisão de hoje rejeita o modelo de negócio que o suporta. O Android criou mais escolhas para todos, não menos. Tencionamos recorrer.

Pode consultar o post original em blog.google

 

 

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Actualizado em Quinta, 19 Julho 2018 12:05