Entrevistas
Os 10 anos da Gateway PDF Versão para impressão E-mail
Quarta, 07 Abril 2010 13:24

  “São já 10 anos de muitos momentos dos quais uns bons outros maus uns alegres outros tristes, de muitas vitórias e algumas derrotas mas, o resultado final é extremamente positivo e, por isso, pretendemos continuar por muitos mais anos” afirmou Carlos Truta, director geral da Gateway Portugal na entrevista concedida à Revista  Convergence  por este responsável e por José Leocádio director comercial  da empresa.

 

No ano 2000 há já dez anos, surge a primeira subsidiária da Gateway no mercado nacional, em que circunstâncias?

Na altura foi-nos colocado o desafio de criar a primeira filial da empresa definindo uma série de objectivos que passavam por inovação e por dar continuidade ao que vínhamos fazendo no mercado visto, estarmos então já a trabalhar na mesma área de negócio, na empresa Meto, que tinha entretanto sido adquirida por outra empresa. Aí colocou-se a questão de continuarmos numa empresa que dominava inteiramente o mercado por ser, na altura, o único player do ramo, ou prosseguir com o que já vínhamos a fazer no mercado mas numa base de mais autonomia, estabelecendo os nossos próprios objectivos e definindo as estratégias que achávamos ser as mais adequadas ao nosso país.  Não hesitámos, atravessámos a estrada e montámos o nosso primeiro escritório para dar continuidade ao trabalho que já estava a correr bem, mas que acreditávamos poderia dar ainda mais frutos e que, o tempo, revelou ser a aposta certa. A nossa estrutura, na altura era constituída por cinco pessoas, das quais quatro, ainda hoje se mantêm na empresa. 

O crescimento foi contínuo?

O crescimento foi contínuo nestes dez anos. Estabilizou um pouco em 2009 pois muitos clientes fizeram uma certa retenção no investimento em Portugal. Em compensação, e por outro lado, os que não investiram cá, investiram mais em Espanha o que nos permitiu compensar as quebras de Portugal. E, o mercado de Espanha tem vindo sempre a crescer.

Como surgiu Espanha no vosso panorama?

Quando atingimos os nossos objectivos em Portugal, há uns cinco ou seis anos, começámos a ambicionar Espanha pela dimensão do mercado, pelo seu potencial, para podermos enfrentar a nossa concorrência de uma forma mais equilibrada, tanto em Portugal como em Espanha, pois concretizam-se negócios em Portugal que são decididos em Espanha mas também, e por outro lado, quando começámos a perceber que os nossos clientes estavam a entrar em processos de internacionalização e resolvemos acompanhar esse movimento.

Isso significa que a expansão da Gateway Portugal, além fronteiras, ocorreu só para Espanha?

Sim, mas já acompanhámos alguns clientes portugueses em negócios que montaram em Itália e na Grécia. É uma prova de confiança, por parte dos nossos clientes que prova que a questão da escolha não reside só nos produtos, senão teriam recorrido às alternativas locais que, obviamente existem mas, tem tudo a ver com a confiança depositada em nós e na forma de trabalho. Temos também autorização de trabalhar o mercado angolano que é o que estamos a desenvolver agora. Estamos já a trabalhar com alguns distribuidores, a fazer algumas análises de mercado e a tentar perceber qual a melhor forma de trabalharmos esse mercado, evidentemente muito diferente do mercado europeu.

E relativamente aos produtos, qual a evolução ocorrida nos últimos 10 anos?

A evolução foi extraordinária, as alterações a nível tecnológico, são quase diárias. O que hoje é uma realidade a nível tecnológico ainda ontem era uma miragem. Hoje o conceito de segurança foi alterado e os produtos também já não são vendidos em exposição fechada e isolada do consumidor com uma protecção quase ofensiva. Um dos factores a que se deve o nosso sucesso foi, exactamente, a nossa preocupação no desenvolvimento de produtos que permitem a proximidade e o manuseamento por parte do consumidor, que ajudam a vender. Hoje os nossos dispositivos de segurança , como por exemplo as antenas anti-furto EAS, já não são barreiras arquitectónicas e passaram a integrar os projectos graças a uma preocupação com o design para além do factor da segurança. E esta evolução é uma constante pois cada vez mais se aperfeiçoam os métodos de roubo e isso obriga-nos a uma actualização constante.

O que nos podem dizer acerca da criação do novo departamento de Qualidade? 

Na nossa estrutura, o nosso departamento técnico, que sempre existiu, é o sector da empresa que detém o maior número de colaboradores. Uma das nossas grandes mais-valias é o serviço que prestamos ao cliente e, por isso, este é um departamento que tem acompanhado o crescimento da nossa empresa de forma a manter um nível de serviços equivalente ao nível dos produtos da Gateway. Sem menosprezar os serviços de outsourcing  (que  até existem e de boa qualidade) nós optámos por ter essa área sob o nosso controle e em investir no nosso próprio departamento técnico, o novo departamento de qualidade é apenas uma evolução da área técnica da nossa empresa em que sempre investimos e  continuaremos a investir.

O que esperam dos próximos 10 anos?

O nosso objectivo vai ser melhorar sempre e especializarmo-nos cada vez mais. Consideramos também muito importante o lado humano da empresa. Não é por mero acaso que, dos cinco que começámos com este projecto ainda estamos hoje, quatro num universo que em Portugal é já de 37 pessoas. Na conjuntura económica actual, com os números do desemprego, que são do conhecimento público, só é possível enfrentar as dificuldades cada vez com mais profissionalismo, vestindo a camisola da empresa e garantindo a qualidade do nosso trabalho e dos nossos produtos.


   

 

 

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Actualizado em Segunda, 13 Dezembro 2010 13:32