Opinião
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Domingo, 31 Janeiro 2010 19:05

A opinião de Luís Vasco

 


Mais um Natal que chegou, de forma quase imperceptível se atentarmos aos comportamentos dos consumidores e os compararmos com tempos idos, e logo o novo ano deu entrada de forma brusca e autoritária. Em todos os inícios de ano fazemos um rol de promessas, a nós próprios, de que neste ano é que vai ser! Este ano é que vamos fazer dieta, é que vamos fazer exercício, vamos deixar de fumar, vamos ter mais tempo para aquilo que temos descurado, vamos, enfim, tornar-nos uns seres super perfeitinhos que só fazemos coisas certinhas e tomamos sempre as decisões mais correctas e atempadas! Será que queremos mesmo isso? Na realidade se abandonarmos todas aquelas pequenas coisas que nos dão prazer, mas fazem mal ou engordam, a vida terá igualmente prazer?Com isto não pretendemos menosprezar os objectivos de melhoria que todos traçamos no início de cada ano, tão só alertar para o facto de que quando estipulamos muitas metas em simultâneo o risco de as abandonarmos, até de uma única vez, é bastante grande. Assim poderá ser mais adequado que tracemos objectivos de mudança a serem concretizados no prazo de uma semana, outros em um mês e assim sucessivamente.Pela nossa parte um dos objectivos que esperamos concretizar neste primeiro trimestre será o de conseguir que os nossos fornecedores entendam que para o negócio prosseguir é fundamental que nós consigamos obter uma margem de rentabilidade satisfatória e capaz de, por si só, garantir a expansão dos negócios com atractividade. Sabemos que o problema das margens baixas não reside apenas na conduta dos fornecedores e que somos nós próprios, muitas vezes, a estropiar a nossa rentabilidade quando tomamos atitudes, pouco racionais, de baixar preços que, invariavelmente, geram um contágio incontrolável. A escalada da baixa de preços, e consequente esmagar de margens, é algo que não pode continuar este ano sob pena de o negócio deixar simplesmente de ser negócio, pois não há verdadeiro negócio sem lucro. Compete-nos ter o discernimento necessário, raramente fácil de conseguir, para não darmos o exemplo na baixa de preços nem reagirmos, a quente, cada vez que existe um preço mais baixo na concorrência. De qualquer forma, continuamos a achar que compete ao fornecedor a palavra mais importante no sentido de zelar para o equilíbrio do mercado já que pode exercer uma posição arbitral, também em defesa do seu próprio negócio. Nós, além de colaborarmos temos de ser mais exigentes e mais cumpridores, caso contrário seremos como aquele homem que assassina os pais e na barra do tribunal invoca, como atenuante para o seu crime, o facto de ser órfão de pai e de mãe!

 

 

Actualizado em Sexta, 05 Fevereiro 2010 18:04